Tudo começou com aquela menininha que adorava assistir Cinderela, Rapunzel, e outros contos de fada. Essa menininha sempre acreditou que um príncipe iria surgir em dado momento e seriam felizes para sempre... Mas ela foi crescendo e via que muitas pessoas não tinham um príncipe, muitas diziam que nem queriam, que era melhor viver sozinho que mal acompanhado, que ser independente de tudo e todos era o melhor.
A menina que agora já era uma moça guardou num baú trancado a sete chaves a cinderela que existia dentro dela. E passou a pensar que o casamento era muito bonito mas não era para ela. Esses pensamentos a acompanharam por muito tempo, e vendo os outros casando-se continuava achando bonito, sentia uma vontade enorme de tocar no vestido das noivas, mas achava que não era para ela.
Mas o que seria para ela então? O Casamento é para todos àqueles que tem um imenso desejo de compartilhar a vida, que tem a capacidade de se ver no outro e se apaixonar todos os dias pelo companheiro, ver mais qualidades que defeitos, rir juntos, então, a moça chegou a conclusão de que o Casamento era totalmente para ela, e que já tinha um príncipe que amava e queria ficar vidas ao seu lado.
Mudança de conceitos, crenças, permitir-se novas experiências e oportunidades. A oportunidade de casar e ter uma família, de cuidar do outro, curtir os filhos. Essa vivência lhe faltava na íntegra, pois viver um casamento e achar bom, sentir-se feliz e agradecer por isso todos os dias era uma experiência nova, de plenitude.
Então, aconteceu. Uma noiva, um noivo e muito amor! Casaram-se, permitindo-se a felicidade hoje e sempre. O conto de fadas vence novamente, claro que é diferente do livro, mas não menos empolgante. E quando o desejo é verdadeiro as coisas acontecem, Puf, como um passe de mágica.
Com certeza o casamento não é para todos, nem tampouco condição sine qua non para a felicidade, é apenas uma maneira diferente de olhar para a vida (com as lentes do amor).



