domingo, 2 de agosto de 2009

Meditar é encontrar-se com você mesma


Meditação

A prática da meditação é de extrema importância na gestação. Com ela a mulher transpõe barreiras e conecta-se com seu Ser. Isso faz toda a diferença tanto para a mãe quanto para o bebê.

Quando podemos sentir a criação acontecendo vividamente no interior uma nova percepção surge, pois é algo tão divino e maravilhoso que transcende a nossa mente. O processo de gestar ocorre no corpo, na mente e na alma. Podemos apenas percebê-lo no corpo, apenas vendo a barriga crescer, reclamando que dói aqui ou ali e nos enchendo de medos e angústias- estes sentimentos brotam quando ignoramos a plenitude deste processo. Podemos começar a perceber o processo na mente quando observamos interiormente o que se passa, aí temos a percepção de dois corpos ocuparem e usufruírem do mesmo corpo ao mesmo tempo. A mente com certeza amplia sua capacidade de ver, sentir e aceitar. Em muitas situações julgamos ou reagimos, e quando isso acontece estamos apenas na superfície, pois se observarmos a fundo uma pessoa ou situação somos capazes de compreender o que se passa, e não apenas julgar e rebater. Uma mente muito reativa trabalha num espaço muito pequeno para a dimensão da gestação, pois ficar no quero, não quero, gosto, não gosto, oscilando conforme o meio nos aprisiona.

A prática de meditação pode ser libertadora, permitindo-nos perceber a nossa essência. Permitindo ainda respeitar nosso corpo, nossa mente, nosso filho, e vislumbrando àquele algo mais sem o qual não estaríamos aqui, não estaríamos recebendo esta benção que é gestar.

A mulher, no início do terceiro trimestre fica naturalmente voltada para dentro, procura quietude, paz, isso favorece a meditação, que pode ocorrer a todo instante. Agora é hora de fazer o “ninho”, promovendo todo o acolhimento necessário para a chegada do bebê.

A meditação é fácil, e quanto mais intensa nesse período melhor será o seu parto. A inter-relação meditação- parto, se dá a partir da entrega, conexão com a alma, e relaxamento da mente, pois se estes fatores não estão presentes você não medita e também não tem o bebê de parto normal. Independente do local que você vá parir, você deve buscar um local seguro e seu, nas profundezas do ser Ser, como o parto é um processo natural e instintivo do seu corpo quanto menos interferências da mente tiver, melhor.

Meditando: sente-se numa posição confortável, com a coluna ereta, as palmas voltadas para cima apoiadas nos joelhos. Abra-se, respire profundamente, abra o coração. Perceba sua mente, mas não viaje com ela. Apenas observe o que ocorre na mente e no corpo. Abra-se, permita-se receber do universo tudo o que é seu. Perceba a sua plenitude. Convide o seu bebê a transcender a mente e vá de encontro àquele espaço sagrado que é só seu, o seu templo, o seu local secreto, lá você já é plena e inteira. Uma mãe completa! Mas para doar-se você precisa saber receber! Inicie a meditação por 5 minutos diários e vá aumentando de cinco em cinco até 30 minutos. Procurando no último mês mais aquietamento e serenidade. Entregue-se a essa experiência que é profundamente libertadora e transformadora- o parto, ou poderia ser chamado renascimento da mãe e nascimento do filho.

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